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3.4.11
12 agosto 2009
velas velozes zombam sem zelo. pavio impávido velando o vento pálido. tímidas vozes vazam. vestem tulipas brancas.
22.7.10
19.7.10
caso
causo___casa
caso____sim
casa____uso
caco____coca
cá______uso
cuspo___casa
coisa____posse
_____________nenhuma.
caso____sim
casa____uso
caco____coca
cá______uso
cuspo___casa
coisa____posse
_____________nenhuma.
21.2.10
9.2.10
Yellow bike Blues
I´ll ride my yellow bike, i´ll ride
I´ll ride ride ride
my yellow bike
I´ll ride
I´ll ride
my yellow bike, i´ll ride
to forget, to forgive
to fight, i´ll ride
I´ll ride my yellow bike, i´ll ride
through the crops and the cows
through the cars and the caos
I´ll ride
I´ll ride my yellow bike
I´ll ride my yellow bike, i´ll ride
I´ll ride my yellow bike, allright.
pessoas
pessoas caminham
pessoas caminho
pessoas semente
sentido de gente
pessoas
............incertas
pessoas
............desertas
passos de pés
pingos de paz
rajadas de pus
pessoas são cruas
nuas, pessoas são
nuvem, vento, barro
pessoas chão
pessoas pão
pessoas ninho
pessoas não.
.
para Margarida Maria Knobbe, que entende, pois é pessoa flor.
.
pessoas caminho
pessoas semente
sentido de gente
pessoas
............incertas
pessoas
............desertas
passos de pés
pingos de paz
rajadas de pus
pessoas são cruas
nuas, pessoas são
nuvem, vento, barro
pessoas chão
pessoas pão
pessoas ninho
pessoas não.
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para Margarida Maria Knobbe, que entende, pois é pessoa flor.
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Marcadores:
o vôo do Pássaro Azul e a busca pelo Outro,
palavras ao vento,
verão
25.1.10
dou(uma de)cafônica
onde pára o tempo na geração express?
para quem se evidenciam os detalhes
se os olhares transbordam de estímulos múltiplos
nublados de informação desforme?
quem ouvirá elaborações cuidadosamente concebidas
de timbres e harmonias
o trabalho de uma vida
se a vida passa em pacotes de segundos
em meio a ruídos binários e a consciência efevercente de uma inocência mascarada
a água de beber já não é a mesma
não é bossa nova
é elétrica-trônica-tão atual
o que será da vida acústica da madeira, couro, corpo e metal?
cafônica?
serão (uma ova)
os sentidos para sempre ditados
pela coluna social?
para quem se evidenciam os detalhes
se os olhares transbordam de estímulos múltiplos
nublados de informação desforme?
quem ouvirá elaborações cuidadosamente concebidas
de timbres e harmonias
o trabalho de uma vida
se a vida passa em pacotes de segundos
em meio a ruídos binários e a consciência efevercente de uma inocência mascarada
a água de beber já não é a mesma
não é bossa nova
é elétrica-trônica-tão atual
o que será da vida acústica da madeira, couro, corpo e metal?
cafônica?
serão (uma ova)
os sentidos para sempre ditados
pela coluna social?
24.1.10
Apenas uma opção
de repente é isso mesmo
o que dever ser feito
é aquilo feito com o coração
aquilo que não se vive sem
aquilo que só é feito porque não se consegue não fazê-lo
aquilo que é arte
pura, sem preço
se apreciarem é porque é boa
ou não...
o que acontece na verdade
é que se é boa,
pelo menos alguns poucos apreciarão
o que dever ser feito
é aquilo feito com o coração
aquilo que não se vive sem
aquilo que só é feito porque não se consegue não fazê-lo
aquilo que é arte
pura, sem preço
se apreciarem é porque é boa
ou não...
o que acontece na verdade
é que se é boa,
pelo menos alguns poucos apreciarão
25.01.2010
caixinhas de carinhos
como pistas perdidas do mapa do tesouro da felicidade
um sinal encontrado anos mais tarde
no score do campo minado
como pistas perdidas do mapa do tesouro da felicidade
um sinal encontrado anos mais tarde
no score do campo minado
17.4.09
engodo
casar é dividir a mesma casa
comer é dividir a mesma cama
caminho é algo diferente, mas não oposto a ninho
vizinho é aquele que quer ver o que se passa no ninho alheio
alho espanta o olho gordo
engodo... se estiver enganado, este é o significado
arado é com aro
varado é também com vassoura
bizarro é aquilo que se tira sarro
sarrafo é um monte de alguma coisa
coisar pode ser tudo
e tudo pode cair em desuso e - que abuso - passar a não significar nada.
2.4.09
12.11.08
3.8.08
lágrimas de crocodilo
você pensou que podia brincar
de gato e rato, meu bem
mantendo cativo e desatinado
o coração que lhe foi dado
de pensar que era o dono de tudo
entretido em seu jogo
uma volta o mundo deu
muita volta o mundo dá
e tudo muda tudo muda
agora choras lágrimas de crocodilo
de tanto preparar a boca
pr'aquela mordida fatal
a presa fugiu e se perdeu no mundo
o mundo é grande e é pequeno
- a fome mata -
tudo muda tudo muda.
.
de gato e rato, meu bem
mantendo cativo e desatinado
o coração que lhe foi dado
de pensar que era o dono de tudo
entretido em seu jogo
uma volta o mundo deu
muita volta o mundo dá
e tudo muda tudo muda
agora choras lágrimas de crocodilo
de tanto preparar a boca
pr'aquela mordida fatal
a presa fugiu e se perdeu no mundo
o mundo é grande e é pequeno
- a fome mata -
tudo muda tudo muda.
.
29.6.08
um amigo invisível mostrou
o quão previsível me tornei
as janelas e portas abertas
imagens e palavras
espalhadas em um mundo binário
um amigo confidente notou
o quão apagada fiquei
contradições em cores
uso, medo, fuga, ilusão
um casulo protetor que virou prisão
a cada contato
me arrancam um pedaço
as vezes me pergunto quem sou
descrevo mil coisas
passado, presente, dentro e fora
do pouco que restou
da pedra lascada, lapidada, perfurada
talvez esse grande nada
.
o quão previsível me tornei
as janelas e portas abertas
imagens e palavras
espalhadas em um mundo binário
um amigo confidente notou
o quão apagada fiquei
contradições em cores
uso, medo, fuga, ilusão
um casulo protetor que virou prisão
a cada contato
me arrancam um pedaço
as vezes me pergunto quem sou
descrevo mil coisas
passado, presente, dentro e fora
do pouco que restou
da pedra lascada, lapidada, perfurada
talvez esse grande nada
.
.
por mais que me turvem a vista, as formas que misturam e confundem a imagem do real, sempre me sobra a fresta: o buraco pelo qual espio lá fora [ou dentro?]...verde, ar... de olhos fechados imagino então os outros quadros
se o cenário está em mim, posso eu estar no cenário?
a maçaneta lembra da possibilidade de não haver trancas
minha mão se estende....desperto sem respostas.
quem vai abrir a porta?
.
por mais que me turvem a vista, as formas que misturam e confundem a imagem do real, sempre me sobra a fresta: o buraco pelo qual espio lá fora [ou dentro?]...verde, ar... de olhos fechados imagino então os outros quadros
se o cenário está em mim, posso eu estar no cenário?
a maçaneta lembra da possibilidade de não haver trancas
minha mão se estende....desperto sem respostas.
quem vai abrir a porta?
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